Já alguma vez imaginaram um mariconço num tasco? Gajo que é gajo entra no tasco e diz: "Faxabor, quero uma sandocha de presunto e um fino!" e não "Queria uma Vitamin Water e meia torrada de pão de forma integral, sem casca e com becel" ou ainda " Queria um chá de camomila e bolachas de canela"
Não diz porque aquilo é um ambiente agreste, onde todas as palavras tem de ser ditas de forma vigorosa e destemida, com segurança e virilidade.
Nem que seja "Ando de caganeira há 3 dias".
Ora o cabeleireiro é a mesma coisa. Para já, um grupo de mulheres que vão lavar o cabelo e depois sujeitas ao secador, e puxa e repuxa da escova, permanentes, madeixas e tal, tem de ser rijas. Porra, eu não me metia nisso. Depois, muitas delas ainda fazem depilação. A cera! E alguma corajosas ainda devem fazer onde o sol não brilha, o que deve ser equivalente a um gajo lavar a tomatada em bagaço...
Depois o tipo de discussão. Num tasco há sempre um gajo faroleiro que sabe mais que os outros. No cabeleireiro também, só que em vez de futebol ou política, é da vida alheia ou receitas de culinária. O que vendo bem, é quase igual.
As filas de espera para ser atendido, o escrutínio por que se passa quando se desloca a um tasco ou cabeleireiro novo, assim como os calotes que algumas pessoas deixam, quer num quer noutro. As semelhanças são enormes e quase intermináveis!
A diferença é que geralmente os gajos do tasco são feios, mal cheirosos e saem bêbados, enquanto as mulheres acabam por sair cheirosas, arranjadas e com bom aspecto. Mas quando entram, algumas parecem homens acabados de sair do tasco.
Resumindo, são sítios parecidos. Portanto, quando lá forem, vão sempre acompanhados, com pouco dinheiro do bolso e sem compromissos posteriores.\
By Fani Cano